25 agosto 2010

Obama declara que Irã tem prazo final até setembro

Atacar o Irã: erro iminente
Escrito por Ruqayyah Shamseddine

A partir de 1945, os EUA já tentaram derrubar pelo menos 50 governos estrangeiros – incluída a última tentativa, em curso, de derrubar o governo eleito do Irã. Essa vergonhosa estatística não é resultado apenas de má política externa; quando o presidente Obama assinou a decisão e converteu em lei, dia 1/7/2010, as sanções contra o Irã, não cometeu erro de desatenção, nem errou por descuido. A política externa dos EUA pode ser comparada à ação de um assassino serial.

Estrangulamento econômico e agressão militar contra o Irã

As sanções agem em silêncio, mas são terrivelmente mortíferas. Matam combatentes e não-combatentes indiscriminadamente e covardemente. Basta ver as sanções que os EUA impuseram ao Iraque: o pesquisador Richard Garfield estima que "pelo menos 100 mil ou, em avaliação mais rigorosa, mais de 220 mil recém-nascidos e bebês morreram, no Iraque, entre agosto de 1991 e março de 1998, por causas motivadas ou diretamente relacionadas às sanções econômicas".

O governo Obama divulgou as sanções econômicas dos EUA contra o Irã como se fossem medidas "pacíficas" – tentativa pacífica de asfixiar a economia iraniana, cujo único objetivo era tentar pacificamente paralisar o país. Não bastasse, no final de junho, cerca de uma dúzia de navios de guerra dos EUA e pelo menos uma corveta israelense cruzaram o Canal de Suez seguidas de três esquadras navais – em ato flagrante de provocação e tentativa de intimidação, que veio coordenado com agressiva retórica imperialista.

Dia 1º de agosto, o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-maior do exército dos EUA, disse que os EUA têm planos prontos para atacar o Irã. Falando no domingo ao programa "Meet the Press" da rede NBC, Mullen disse que "as opções militares estavam sobre a mesa e continuam sobre a mesa. Espero que não cheguemos até lá, mas é opção importante e é opção já bem compreendida".

Grande número de jornalistas, dos mais bem qualificados aos inqualificáveis, tem se dedicado a converter a Resolução n. 1.553 da Câmara de Deputados dos EUA em petulante brincadeira de desocupados; convertendo o que bem poderia ser uma avalanche de repúdio nascida da opinião pública norte-americana em retórica a mais oca, para assim suavizar o que jamais deixou de ser manobra política de alto conteúdo tóxico.

O corpo de jornalistas-correspondentes dos grandes jornais já nem fala do número de baixas na população civil, na pobreza e na sub-pobreza em que naufragam os territórios palestinos ocupados pela entidade sionista ou da grotesca cumplicidade entre regimes ocidentais. Nada disso. A cobertura que a imprensa, jornais e televisão, oferece da invasão, nos dois casos, tanto no Iraque quanto no Afeganistão, começou com algum alarido e rapidamente se converteu em sussurro, para só reaparecer, sempre tímida, quando clamam aos céus as cinzas de grande número de mortos ou acontece algum aniversário ‘histórico’ sem importância alguma.

Se, ou quando, o Irã for militarmente agredido, não será diferente.

A Câmara de Deputados dos EUA ‘exige’ guerra

A Resolução 1.553 da Câmara de Deputados dos EUA não finge nem tenta fingir que ‘anseia’ por alguma paz. Sua razão de ser vem explícita, jogada à cara do mundo:

"Expressamos integral apoio ao direito do Estado de Israel (...) de usar todos os meios necessários para enfrentar e eliminar a ameaça que vem da República Islâmica do Irã, inclusive o direito de usar força militar",

Os deputados republicanos dos EUA deram carta branca a Israel, hoje envenenada e que pode, em breve, estar também encharcada de sangue; o Estado sionista recebeu luz verde e os deputados dos EUA lhes gritam "Abrir fogo!".

Independente do que o conjunto hoje hegemônico de pseudo-intelectuais e políticos queira fazer crer ao mundo, Israel não tem qualquer preocupação com a opinião pública, sempre que se trata de agir ao arrepio da lei internacional e de qualquer lei. Incontáveis vezes, sempre e sempre, Israel já deu provas de que sua agenda está acima de qualquer lei, e ninguém, até hoje, conseguiu levar o regime sionista às barras de algum tribunal, ou obrigá-lo a prestar contas de uma lista-de-lavanderia de crimes de guerra contra o povo palestino e o povo libanês. Israel não é Estado de Direito e jamais obedeceu a lei alguma, sempre em conluio com seu parceiro de crimes, os EUA.

As forças de ocupação israelenses já treinam para atacar o Irã

Dia 30 de julho, a mídia em Israel noticiou que as Forças de Ocupação Israelenses estavam em "treinamento militar na Romênia, em terreno montanhoso e de cavernas, semelhante aos túneis de montanha nos quais o Irã enterrou suas instalações nucleares. Seis aviadores israelenses morreram em acidente com um helicóptero Sikorsky "Yasour" CH-53 nas montanhas dos Cárpatos romenos, na 2ª-feira, 26/7. O acidente ocorreu na fase final de exercício conjunto de três exércitos, EUA-Israel-Romênia (1), em que se simulava um ataque ao Irã".

A rede PressTV libanesa noticiou, dia 1º/8, que Israel ameaça abertamente bombardear as instalações nucleares iranianas há anos, mas

"a probabilidade de ataque desse tipo aumentou significativamente, dada a crescente impaciência de Telavive com as sanções do Conselho de Segurança da ONU e dos EUA e outras medidas assemelhadas adotadas unilateralmente pelos EUA e pela União Européia, que até agora não apresentaram o resultado esperado de alterar a posição de Teerã, de defender seu programa nuclear para fins pacíficos".

Ouvem-se mais altos os tambores de guerra e o sinal é mais claro

Senadores dos EUA declararam, em uníssono, que as sanções contra o Irã não impedirão a República Islâmica de perseverar em suas "ambições nucleares" – em termos que leigos entendam: os políticos norte-americanos ‘exigem’ que o Irã pare de fazer o que o Irã já declarou incontáveis vezes que não está fazendo. Se o Irã não parar de fazer o que não está fazendo (ou seja, fabricando bombas atômicas etc.), haverá conseqüências, incluído aí um cenário de Apocalipse, que interessa muito, é claro, a Israel.

Do senador dos EUA Joseph "Bombardeiem o Irã" Lieberman:

"Considero profundamente importante que a liderança iraniana fanática entenda que falamos muito sério sobre o programa de bombas atômicas deles, e se dizemos que não aceitamos que o Irã se torne nuclear, não aceitamos e não aceitaremos – e podemos e faremos qualquer coisa para impedir que o Irã se torne nuclear.

Depois virão as sanções, sanções violentas, sanções econômicas. Francamente, é a última chance que damos ao Irã de poupar o mundo inteiro, inclusive os EUA, de terem de tomar uma dura decisão entre permitir um Irã nuclear e usar nosso poder militar para impedir que continuem nucleares".

Do senador dos EUA Evan Bayh:

"Temos de considerar a opção final, o uso da força para impedir o Irã de construir uma arma nuclear".

De Leon Panetta, diretor da CIA:

"Acho que as sanções terão algum impacto (...) Mas afastarão o Irã de suas ambições de alcançar capacidade nuclear? Provavelmente, não".

Na reunião do G8, em julho, o presidente Obama declarou que o Irã teria prazo até setembro para aceitar as propostas internacionais que visam a impedir que a República Islâmica desenvolva armas nucleares. SETEMBRO é o prazo final.

Os EUA não agirão sozinhos em guerra contra o Irã, nem nada leva a crer que os EUA declararão guerra ao Irã. Israel, que já provou sobejamente apoio integral ao terrorismo imperialista, terá a tarefa de acender o pavio. Afinal de contas, quem impedirá a entidade sionista ilegal de fazer no Irã o que já fez no Líbano e em Gaza e faz em cada precioso palmo da terra palestina ocupada?

O Irã já se manifestou claramente, sem meias palavras, como tantas outras vezes. O embaixador do Irã à ONU, Mohammad Khazai, já disse que "se o regime sionista cometer qualquer agressão em território do Irã, incendiaremos todo o front dessa guerra que eles inventaram, e Telavive arderá".

Setembro está perto e logo saberemos se Israel e EUA cumprirão, ou não, suas muitas ameaças. Todas as guerras provocadas por Israel ao longo de sua história de perversidades foram guerras de agressão ditas ‘preventivas’. O tempo dirá se tentarão acrescentar o Irã, como mais uma marca em pistola de matador. Se tentarem, saberão: foi a última vez.

14 comentários:

  1. Ravena,VC tem dúvida que essa guerra vai rolar?Eu não tenho.e o bicho vai pegar feio e em breve,muito breve.

    Envio aqui um link bem interessante para quem interessar.

    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=135652&id_secao=9

    Abraços/ João.

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  2. Netanyahu cancela reunião com diretor da AIEA e sai de férias.
    Não muito estranho isso?

    Link.

    http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/08/24/netanyahu-cancela-reuniao-com-diretor-da-aiea-sai-de-ferias-917463900.asp

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  3. VCS tem noção onde é que tudo isso vai dar?III guerra mundial? eu não sei mas é possível que aja uma mudança muito grande na face da terra.
    E é bom ter pessoas como vc Ravena que está disposta a mostrar isso para os desavisados.
    Bjos. Parabéns pelo blog.

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  4. A sexta trombeta(Apocalipse cap 9/vs13)
    13 E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus,
    14 A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos,(Reis,Presidentes,Países?) que estão presos junto ao grande rio Eufrates.(Israel,Irã,Siria,Libano?)
    15 E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.
    16 E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o número deles.

    Imagine que a participação de Países deverá ser grande,para atingir este número!!!!!
    Só pra refletir.
    Abraço amigos.

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  5. TEERÃ (Reuters) - O Irã realizou a demonstração de um novo míssil produzido no país nesta quarta-feira, na mais recente de uma série de apresentações de equipamentos militares que, segundo o país, têm a intenção de dissuadir ataques inimigos.

    Os Estados Unidos e Israel não rejeitam a possibilidade de bombardear o Irã para impedir que o país obtenha armas nucleares. O Irã, que ativou sua primeira usina nuclear no sábado, diz que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

    A televisão estatal mostrou a realização do teste de um míssil de nove metros de comprimento. Segundo os meios de comunicação, essa nova versão do Fateh-110 tem um alcance maior, de 250 quilômetros, e maior precisão que os modelos anteriores.

    O Irã também apresentou recentemente novos submarinos, lanchas armadas e aviões teleguiados de longo-alcance. O ministro da Defesa Ahmad Vahidi disse que os países vizinhos não tinham nada a temer com os aprimorados equipamentos de defesa do país.

    Ele criticou a decisão de Washington neste mês de vender seu mais recente interceptor de mísseis Patriot ao Kuweit para contrapor uma possível ameaça iraniana. A localização próxima do Kuweit, atravessando o Golfo, poderia estar dentro do alcance do novo Fateh-110.

    "Os Estados Unidos estão tentando criar um clima de medo sobre o Irã ao instalar novos sistemas (de armas) na região, mas não há necessidade para esses sistemas", disse Vahidi.

    Muitos dos vizinhos do Irã no Golfo Árabe estão preocupados com a crescente influência do Estado xiita na região, e a perspectiva de que o país poderia adquirir armas nucleares.

    O Kuweit se disse preocupado com a segurança por conta da usina nuclear de Bushehr, no Irã, apesar de a maioria dos analistas afirmar que isso não amplia as chances de o Irã conseguir uma arma nuclear.

    Vahidi reiterou a oferta iraniana de apoiar as forças militares libanesas, inicialmente sugerida após o violento confronto com Israel na região da fronteira.

    "O Líbano e o Exército libanês são nossos amigos e se houver um pedido estaremos prontos para ajudá-los", disse Vahidi segundo a agência estudantil de notícias ISNA.

    A proposta do Irã, que apoia o grupo militante xiita Hezbollah, poderia alimentar os temores do Ocidente de uma crescente influência iraniana na região próxima à fronteira norte de Israel.

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  6. Acessor do 1º ministro Ariel Sharon em 27/04/2002: “A Terceira Guerra Mundial vai acontecer, gostemos ou não… onze de setembro foi apenas o começo…” .Ainda há mais, um dos maiores Illuminati, Albert Pike teria escrito numa carta a Mazzini que: “… A terceira guerra mundial explodiria no Médio Oriente devido à inimizade entre os árabes e os israelitas e que ela terminaria com a instauração de uma ditadura mundial.” … Albert Pike escreveu ainda em 1871 o seguinte: “A Terceira Guerra Mundial deverá ser fomentada através do aproveitamento dos diferendos promovidos pelos agentes dos iluminados entre o sionismo político e os dirigentes do mundo muçulmano. A guerra deve ser orientada de tal forma que o Islão e o sionismo político se destruam mutuamente, enquanto outras nações se vêem obrigadas a entrar na luta, até ao ponto de se esgotarem física, mental, espiritual e economicamente..[...]“

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  7. Será que ele(Fidel Castro) tem Razão?Não podemos nos esquecer que ele foi um chefe de estado e que deve ter suas fontes de informações.
    Parece que ele concorda com a sua matéria Ravena!!!!

    Leia a matéria no link abaixo.


    http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=2&id_noticia=340134

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  8. Fidel diz que 'ressuscitou' em 'mundo de loucos' após sua doença.
    Também concordo com ele.

    Veja link abaixo.

    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08/fidel-diz-que-ressuscitou-em-mundo-de-loucos-apos-sua-doenca.html

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  9. 27 de Agosto:

    "(DPA) - O diretor da Organização Atômica Iraniana, Ali Akbar Salehi, informou hoje que o Irã produziu 25 quilos de urânio enriquecido a 20%, a ser utilizado com fins médicos.

    "A agência de notícias ISNA citou declarações de Salehi segundo as quais o Irã tentará utilizar o urânio enriquecido para a fabricação de combustível. Com tal finalidade, o país persa tem previsto finalizar a construção de sua primeira instalação de produção de combustível antes de setembro de 2011."

    28 de Agosto:

    "(DPA) – O Irã retirou seus fundos dos bancos europeus em resposta às últimas sanções decretadas pela União Europeia (UE) por seu controvertido programa nuclear, informou hoje ea emissora Press TV em sua página na Internet.

    "O presidente do Banco Central iraniano, Mahmud Bahmani,qualificou a decisão de ‘medida de precaução’ em defesa em face de um possível congelamento das contas iranianas, disse sem precisar a quantia retirada."

    A partir de 7 de setembro, o Conselho de Segurança da ONU analisará se o Irã ha parou seu programa nuclear. Se, conforme a letra da última Resolução, os Estados Unidos ou Israel tentarem inspecionar um navio mercante iraniano em águas internacionais, terão que usar a força. É o ponto onde nos encontramos nestes momentos, sem dúvida, incertos.

    Quem tenha lido cuidadosamente o importante artigo de Jeffrey Goldberg que será publicado sob o título "O ponto depois do qual não há retorno” na revista The Atlantic, sabe o que significa esta contradição milenar e quase insolúvel entre ambos os países, nada menos que na era nuclear.

    No existe, desde meu ponto de vista, a menor possibilidade de que os líderes políticos e religiosos do Irã aceitem essa exigência.

    Fidel Castro Ruz

    28 de Agosto de 2010

    18h12

    Prensa Latina

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  10. Plano de ataque ao Irã está pronto, diz chefe do Estado-Maior dos EUA


    O chefe do Estado-Maior americano assegurou neste domingo (1º) que um plano de ataque dos Estados Unidos contra o Irã está pronto para ser usado, caso Teerã produza a arma nuclear, mas que está "extremamente preocupado" com as consequências que uma ofensiva como essa pode ter.

    Uma ação militar contra o Irã poderá ter "consequências não desejadas que são difíceis de prever em uma região tão incrivelmente instável", declarou o almirante Michael Mullen à rede NBC.

    Contudo, os Estados Unidos não podem deixar Teerã ter a arma nuclear, acrescentou. "Para ser muito franco, qualquer uma das opções me preocupa muito", reconheceu.

    Ele se disse "otimista" em relação aos esforços diplomáticos da comunidade internacional e às sanções impostas ao Irã, que, segundo ele, levarão a República Islâmica a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio.

    Apesar disso, "as opções militares estão sobre a mesa e permanecem sobre ela". "Espero que não tenhamos que utilizá-las, mas elas são importantes e bem conhecidas", acrescentou o almirante Mullen.

    Teerã afirma que seu programa de enriquecimento de urânio possui fins civis e pacíficos.

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  11. Objetivo Irã: os riscos de uma Terceira Guerra Mundial

    As consequências de um ataque mais amplo por parte dos EUA, da OTAN e de Israel contra o Irã são de grande alcance. A guerra e a crise econômica estão intimamente relacionadas. A economia de guerra é financiada por Wall Street que, por sua vez, se ergue como credor da administração dos EUA. Por sua vez, “a luta pelo petróleo” no Oriente Médio e Ásia Central serve diretamente aos interesses dos gigantes do petróleo anglo-estadunidense. Os EUA e seus aliados estão “batendo os tambores da guerra” na altura de uma depressão econômica mundial, para não mencionar a catástrofe ambiental mais grave na história da humanidade. O artigo é de Michel Chossudovsky, diretor do Centro para Investigação sobre a Globalização.

    Michel Chossudovsky - Global Research

    Matéria completa no link abaixo.

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16872

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  12. Agora imaginem o Irã. Está certo um colega que lembra a força de dissuasão iraniana. O Irã tem mais de 70 milhões de habitantes, e mais de três vezes o tamanho do Iraque (aliás, no Irã caberiam o Iraque, o Afeganistão e ainda sobraria mais de meio milhão de km2). Quantos homens seriam necessários para vencerem rapidamente o exército iraniano (que, ao que nos consta, é bem maior e melhor equipado do que o exército de saddam e o Talibã) e ocupar todo o país? Sim, os EUA possuem provavelmente as forças armadas mais mortíferas do planeta, mas nem toda a superioridade tecnológica do mundo mudará o fato de que eles terão que invadir e destruir o exército inimigo. E o Irã está longe de ter a (reduzida) dimensão de um Iraque ou de uma Sérvia (1998), que puderam ser derrotados principalmente pela guerra aérea e com reduzidas baixas. Em uma invasão iraniana certamente morrerão muitos norte-americanos. Além disso, os iranianos poderão cruzar abertamente suas fronteiras com o Iraque e o Afeganistão, ampliando as frentes e levando ainda mais problemas para os EUA nestes dois teatros. Finalmente, será que alguém nos EUA considera seriamente que Rússia e China assistirão a todo este carnaval norte-americano em suas fronteiras sem fazer nada?

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  13. Apolapítica... Mas muito interessante ! Só acho que nos acontecimentos recentes o IDF (Israel/EUA), em Gaza, tiveram que usar armamento pesado e ilegal tentar enfraquecer o Hamas. No Líbano em 2006 foi duramente derrotado pelo Hezbolah. Nos dois conflitos recentes só matou civil e a capacidade militar da resistência só aumentou. Israel/EUA não tem capacidade para atacar um exército ! Vai ter que usar suas armas atómicas e não sabe como os países irão se defender. A guerra terá consequencias imprevisiveis para qualquer analista.

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  14. Esses americanos,gostam de se envolver em tudo, até a hora que eles sofrerem na carne o que eles fazem para os outros, são um bando de criminosos.

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