28 julho 2011

Cientistas temem que pesquisas médicas criem macacos falantes

A Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha está pedindo ao governo que estipule regras mais estritas paras as pesquisas médicas envolvendo animais. O grupo teme que experimentos envolvendo transplante de células acabem criando anomalias, como macacos com a capacidade de pensar e falar como os humanos.

O alerta ressalta o debate da questão dos limites da pesquisa científica. Um dos autores do relatório, o professor Christopher Shaw, do King's College de Londres, diz que tais estudos "são extraordinariamente importantes".

A academia ressalta ainda que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais.

Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.
A academia defende, no entanto, que com o avanço das técnicas estão surgindo novos temas que precisam ser urgentemente regulados.

Avanço
Os avanços científicos atuais já permitem a criação de ratos com lesões similares às causadas por um derrame cerebral, para que sejam depois injetadas células tronco humanas, a fim de corrigir os danos.

Outro estudo com implante de um cromossomo humano no genoma de ratos com síndrome de Down também foi essencial para a compreensão da doença.

Apesar de a maioria dos experimentos ser feita com ratos, os cientistas estão particularmente preocupados com os testes em macacos.

Na Grã-Bretanha são proibidas as investigações com macacos de grande porte como gorilas, chipanzés e orangotango. Em outros países, como os Estados Unidos, são liberadas.

"O que tememos é que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso, de repente, faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem", diz o professor Thomas Baldwin, outro membro da academia.

Estas são possibilidades muito exploradas na ficção, mas precisamos começar a pensar nelas", diz.


Áreas ‘delicadas’
O relatório indica três áreas particulamente "delicadas" na pesquisa com animais: a cognitiva, a de reprodução e a criação de características visuais que se percebam como humanas.

"Uma questão fundamental é se o fato de povoar o cérebro de um animal com células humanas pode resultar em um animal com capacidade cognitiva humana, a consciência, por exemplo", diz o relatório.

O professor Martin Bobrow, principal autor do relatório, sugere o que chama de "prova do grande símio": se um macaco que recebeu material genético humano começa a adquirir capacidades similares a de um chimpanzé, é hora de frear os experimentos.

Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.

O campo mais polêmico é o de animais com características "singularmente humanas", os experimentos que o relatório chama de "tipo Frankestein, com animais humanizados".

Segundo o relatório, "criar características como a linguagem ou a aparência humana nos amimais, como forma facial ou a textura da pele, levanta questões éticas muito fortes".

Fonte: BBC

Isso se já não houver macaquinhos falantes por aí!
Ou será promo do filme O planeta dos macacos - A Origem, com estréia para 5 de agosto? Tempinho esquisito esse nosso, cada dia mais bizarro. 








13 comentários:

  1. Não devemos interferir nas leis da natureza. Seria um erro muito grande. Fatal eu diria.
    Quanta loucura.
    Seus artigos são muito bons.
    Já estou seguindo faz um tempo.
    Parabéns pelo trabalho de nos informar.
    Namastê.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Olá Ravena pareçe até que ja vi isso antes...

    Alá Anunnaki? rs

    grande abraço

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  5. Lamento, Ravena, mas esta é uma notícia ultrapassada.

    Na Europa já temos macacos falantes e há muito tempo. Costumam reunir-se em grupos que definem como "partidos políticos", passam o dia a entreter o povo nas televisões, e a cada 4 anos saem nas ruas mostrando o melhor do repertório deles.

    O povo gosta do espectáculo e premia os melhores malabarismos com o assim chamado "voto": com este, os macacos que ganham têm o direito de ocupar mais espaço nos diários, nas revistas e nos telejornais.

    Isso ao longo de 4 anos, depois tudo recomeça.

    O DNA de alguns exemplares analisados mostra excepcionais semelhanças com o DNA humano: os macacos conseguiram não apenas aprender a falar mas os exemplares mais evoluídos conseguem articular pensamentos quase completos.

    Na maior parte dos casos são pensamentos que não conseguem ultrapassar uma analise moderadamente séria, no entanto é admirável o esforço destes primatas.

    O que falta ainda (eis a real diferencia entre macacos e homens) é uma verdadeira autonomia: de facto, os macacos falantes não conseguem ter uma vida livre e são obrigados, por evidentes falhas genéticas, a obedecer às ordens dum grupo de treinadores humanos, conhecidos como "banqueiros".

    Mas quem sabe? Pode ser que o próximo passo evolutivo seja mesmo a conquista duma maior liberdade, embora a maior parte dos cientistas julga a espécie demasiado fraca do ponto de vista intelectual para um passo tão importante.

    Beijooooooooooos para Ravena!!!

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  6. Pera, pera.

    Que diabos significa "Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias."???

    Isso já existe?

    Parem o mundo que eu quero descer! Enjoei de brincar.

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  7. maneiro rssssssssssss que filme show...vi todos os planetas do macacos rsrsrsr reprisava muito na dec de 80...show de bola....amei....parece bem interessante...abs micados rsrsrs

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  8. Ravena,
    Boa tarde,
    Lembra-se do filme Planeta dos Macacos?
    Daqui a pouco os macacos estão mandando no planeta e quem sabe eles não ponham ordem na casa?
    O homem pelo jeito está falhando em cuidar da sua casa.
    Ah, percebi que ao digitar escrevi meu e-mail errado.
    danlucarvalho@gmail.com, acho que forças cósmicas conspiram contra nossos contatos Rave. Risos!
    Fique com Deus grande Luz.
    Daniel

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  9. Bota tempinho esquisto aí menina...fala sério, até quando vamos nos permitir continuar com este estado de coisas???...por mais que em algum lugar do passado algo tenha acontecido para este comando, aonde tem comando é porque os comandados aceitaram...passada da hora de nos fazermos crescer e aparecer...unirmos é momento...sempre aqui...continue firme...beijocassssssssssss

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  10. Só estou lendo críticas, por que?
    Quem somos para nos indignar com possíveis macacos falantes se não nos indignamos da mesma forma quando vemos um irmão nosso morrer de fome, a míngia, sem nada nem ninguém?
    Isso me parece hipocrisia, ou será que É hipocrisia?

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  11. Ravena

    Dizia Nietzsche: O superhomem está para o homem, assim como o homem está para o macaco!

    E para continuar na linha dos filósofos alemães, gostaria de citar Husserl que foi um crítico da ingenuidade característica das ciências (confira editorial e artigos da revista: http://www.scientiaestudia.org.br/revista/cont_07_04.asp)
    "Em A ingenuidade da ciência, Husserl explora alguns dos temas recorrentes de sua obra derradeira, tais como a ausência de uma análise sistemática por parte dos cientistas acerca das operações racionais pressupostas na apreensão dos fenômenos mundanos e acerca da historicidade inerente às práticas científicas. Tal como nota um dos autores, em sua introdução ao texto A ingenuidade da ciência, segundo Husserl os cientistas se voltam, em suas práticas de pesquisa, quase que exclusivamente para os objetos pesquisados, de maneira a deixar de lado as questões acerca das condições subjetivas do sentido dessas próprias práticas. Essa ingenuidade só poderia ser desfeita por meio de uma reflexão radical sobre as atividades da consciência como origem constituidora do sentido de toda experiência, reflexão que somente a fenomenologia poderia levar a cabo".
    O que eu entendi é que os cientistas esquecem dos aspectos éticos que suas pesquisas podem gerar. Veja por exemplo, Einstein que intuiu ou deduziu (não sei ao certo) a equação E=mc^2, jamais poderia imaginar que ela seria base para fabricação de reatores e bombas nucleares - mais tarde a corrida armamentista ainda lhe rendeu mais motivos de desgosto com Hiroshima e Nagasaki.
    Voltando a Husserl, esse fato decorre dos "constantes fracassos da metafísca contrastados ao erros teóricos e práticos das ciências positivas" e "A perda da crença em uma filosofia universal implica na perda da crença na razão e consequentemente na finalidade ideal de se atingir a verdade...".
    Entendam como quiser! É uma questão ética e moral - a adesão à ética é uma questão pessoal.
    No limite posso dizer que isso é produto do nosso tempo e da nossa existência!

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  12. Tharcon meu querido, não entendi! Não esquenta não, você é da casa!

    Beijão

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  13. Oi gente!Não encuca não,é mesmo muito dificil gravitar em direção ao novo, à experiências desconhecidas,se vcs voltarem na história vão ver que o nosso mundo é particularmente feito disso e que tb particularmente nós "sempre" temos problemas iniciais com a aceitação das novidades,abandonar a zona de conforto, experienciar sem medo o que nos é desconhecido!Faz parte total,é irreverssível
    a nossa jornada, só compreendendo isto é que podemos caminhar com mais confiança para o objetivo de nossa essência.O que não prejudica o amor é valido experienciar!O que prejudica tb,
    parece esquisito,mas vira um ensinamento para
    não tornar a repetir o que concluímos como erro!Certo? rs...rs.. Abraço Fraterno

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