10 novembro 2011

Estudo afirma que leis da física variam ao longo do Universo

'Se você interpretar cada nova medição com as velhas teorias, nunca terá uma nova teoria'

'Somos nós, seres humanos, que declaramos que uma teoria científica é uma lei da natureza. E os seres humanos freqüentemente estão errados'

o Dr. Webb afirma que as chamadas leis da física não estão "escritas na pedra". "O que nós entendemos por 'leis da natureza'?

Estudo afirma que leis da física variam ao longo do universo

Um dos mais queridos princípios da ciência - a constância das leis da física - pode não ser verdadeiro. Publicado na mais conceituada revista de física, a Physical Review Letters, um estudo afirma que as leis da natureza podem variar ao longo do universo, concluindo que uma das quatro forças fundamentais, o eletromagnetismo, parece variar de um lugar para outro.

O eletromagnetismo é medido por meio da chamada constante de estrutura fina, simbolizada pela letra grega alfa (α). Esta constante é uma combinação de três outras: a velocidade da luz (c), a carga do elétron (e) e a constante de Planck (h), onde α = e2/hc. O resultado é cerca de 1/137, um número sem dimensão, o que a torna ainda mais fundamental do que as outras constantes, como a gravidade, a velocidade da luz ou a carga do elétron.

Em termos gerais, a constante alfa mede a magnitude da força eletromagnética - em outras palavras, a intensidade das interações entre a luz e a matéria.

Constantes inconstantes

Agora, John Webb e seus colegas das universidades de Nova Gales do Sul e Swinburne, na Austrália, e Cambridge, no Reino Unido, mediram o valor de alfa em cerca de 300 galáxias distantes, usando dados do Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. "Os resultados nos deixaram estupefatos", disse o professor Webb. "Em uma direção, a partir de nossa localização no universo, a constante alfa vai ficando gradualmente mais fraca, e gradualmente mais forte na direção oposta".

Isso mostra uma espécie de "eixo preferencial" para o universo - chamado pelos cientistas de "dipolo australiano" - de certa forma coincidente com medições anteriores que deram origem à teoria do chamado fluxo escuro, que indica que uma parte da matéria do nosso universo estaria vazando por uma espécie de "ralo cósmico", sugada por alguma estrutura de um outro universo.

"A descoberta, se confirmada, terá profundas implicações para o nosso entendimento do espaço e do tempo, e viola um dos princípios fundamentais da teoria da relatividade geral de Einstein", completou Webb, referindo-se ao princípio da equivalência de Einstein.

O resultado não é uma completa surpresa, pois as conclusões haviam sido anunciadas pela equipe em 2010. Naquele momento, porém, o estudo ainda não havia sido publicado em uma revista revisada pelos pares - tanta demora para que outros cientistas analisassem o estudo é uma indicação bem clara do impacto que os resultados podem ter sobre todo o edifício científico estabelecido.

O Dr. Webb e seus colegas vêm trabalhando no assunto há muito mais tempo. Seus primeiros resultados vieram em 1999, mas eram baseados em um número menor de galáxias, de uma região mais restrita do céu.

Universo infinito ou múltiplos universos

Uma das implicações dessas "constantes inconstantes" é que o universo pode ser infinito. "Essas violações são de fato esperadas por algumas 'teorias de tudo', que tentam unificar todas as forças fundamentais. Uma alteração suave e contínua de alfa pode implicar que o universo seja muito maior do que a parte dele que conseguimos observar, possivelmente infinito", propõe o Dr. Victor Flambaum, co-autor do estudo.

Outra possibilidade derivada dessa variação na constante alfa é a existência de multiversos, múltiplos universos que podem, de alguma forma, "tocarem-se" uns aos outros. 


Os cientistas usaram quasares, gigantescos núcleos galáticos muito brilhantes e muito distantes da Terra, para iluminar os átomos dispersos pelo espaço. Analisando a luz que nos chega, eles concluíram que esses átomos se comportam de forma diferente dos átomos na Terra

O professor Webb afirma que esta descoberta também pode dar uma resposta muito natural para uma questão que tem intrigado os cientistas há décadas: por que as leis da física parecem tão bem ajustadas para a existência da vida? "A resposta pode ser que outras regiões do cosmos não são tão favoráveis à vida como nós a conhecemos, e que as leis da física que medimos em nossa parte do universo são meramente 'regras locais'. Neste caso, não seria uma surpresa encontrar a vida aqui", afirmou o cientista. Isto porque basta uma pequena variação nas leis da física para que, por exemplo, as estrelas deixem de produzir carbono, o "elemento básico da vida como a conhecemos".

Para chegar às suas conclusões, os cientistas usaram a luz de quasares muito distantes como faróis. O espectro da luz que chega até nós, vinda de cada quasar, traz consigo sinais dos átomos nas nuvens de gás que a luz atravessou em seu caminho até a Terra. Isto porque uma parte da luz é absorvida por estes átomos, em comprimentos de onda específicos que revelam a identidade desses átomos - de quais elementos eles são.

Essas "assinaturas espectrais", chamadas linhas de absorção, são então comparadas com as mesmas assinaturas encontradas em laboratório aqui na Terra para ver se a constante alfa é mesmo constante. Os resultados mostraram que não, que alfa varia ao longo de um eixo que parece atravessar o universo, assim como um eixo magnético atravessa a Terra.

Novas teorias

Quanto ao espanto causado pelos resultados, o Dr. Webb afirma que as chamadas leis da física não estão "escritas na pedra". "O que nós entendemos por 'leis da natureza'? A frase evoca um conjunto de regras divinas e imutáveis que transcenderiam o 'aqui e agora' para aplicar-se em todos os lugares e em todos os tempos no universo. A realidade não é tão grandiosa", explanou.

"Quando nos referimos às leis da natureza, estamos na verdade falando de um determinado conjunto de idéias que são marcantes na sua simplicidade, que parecem ser universais e que têm sido verificadas por experimentos. Portanto, somos nós, seres humanos, que declaramos que uma teoria científica é uma lei da natureza. E os seres humanos freqüentemente estão errados", escreveu ele em um artigo na revistaPhysics World.

Reação muito semelhante teve um dos pesquisadores responsáveis pelo recente experimento que teria identificado neutrinos viajando a velocidades superiores à da luz, outro achado que contraria as atuais leis da física.

Ao falar sobre a controvérsia e as inúmeras tentativas de dar outras explicações para os resultados, o Dr. Sergio Bertolucci afirmou que "um experimentalista tem que provar que uma medição está certa ou está errada. Se você interpretar cada nova medição com as velhas teorias, você nunca terá uma nova teoria".

E como os cientistas poderão ter certeza de que é hora de investir em uma nova teoria? Se há variação em uma das constantes, é de se esperar que as outras constantes fundamentais também variem. Tudo o que eles terão que fazer será projetar experimentos que possam verificar variações na gravidade, na carga do elétron ou na velocidade da luz.

Fonte: Ufo.com
Via Mistérios da Humanidade

6 comentários:

  1. Boa noite Ravena e a todos:

    Quase vinte anos se passaram até que hoje alguém começa a "acordar"; página 278 "Enfoque":

    A matéria é comprovadamente o adensamento da energia, ou seja, uma manifestação desta; esta afirmativa foi inicialmente intuitiva só depois foi comprovada cientificamente. Pois bem, a intuição lógica nos permite derivar até que a energia pode, tranqüilamente, ser o adensamento da inteligência; por que não? Notem.., quando “Maxwell ” demonstrou os cálculos que determinavam a propagação e as dimensões do campo de ação das forças elétricas e magnéticas (ondas eletromagnéticas), apoiou-se largamente nas intuições de Faraday (cujas demonstrações matemáticas foram de curto alcance, comparadas às de Maxwell). A “energia psíquica” (manifestação inteligente e, convictamente, a quinta força do Universo) age sobre a matéria, por que não? nos dias de hoje isso é aceitável (esta força existe, ainda que sem identificação), há de existir também uma dedução matemática nesta direção! E, talvez.., apenas talvez..! seja aí o lugar onde devemos procurar a única “equação geral universal” e, quem sabe..? somente “brincando” com as idéias.., chegássemos a seguinte expressão: (I=e.m.t) ou ( ) onde I= inteligência, e=energia, t=tempo, m=massa obviamente, a exemplo da física, o tempo não seria negativo e assim, ao plano das realidades, esta expressão é irreversível ou então, deve-se entender que esta (a inteligência) pode manifestar (e não voltar a ser) energia e conseqüentemente matéria, nota-se ainda, uma justificativa para o tempo extremamente longo, pois a relação entre dois exponenciais quadráticos expressam valores pequenos...
    Veja as coincidências Ravena (início pág. 275 Enfoque) Use-as como melhor lhe convir sinta-se "dona".
    Fraternalmente.

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  2. Ave, Ravena! Colega, vai devagar com a carga emocional despertada pelos comentários aqui no blog. Noto que estás um tanto empenhada em mostrar aos leitores que Nibiru estar por perto é aceitável aos olhos da física, tudo bem; mas vai devagar, tá? Não precisas provar nada prá ontem nem prá hoje, quem quiser que vá á luta. Talvez até os leitores consigam algo que possa iluminar esta tão delicada questão. Agradeço de coração o link http://wakenews.net/Nibiru_Final_Update.pdf . Estou estudando o arquivo devagar, por que a carga emocional é muito forte. Vamos devagar, com fé no criador e preparados para desencarnar hoje, se for da sua vontade. Qualquer novidade, estamos aqui. Abraço do Wilson

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  3. O argumento que muitos céticos utilizam para contestar, até mesmo "debochar" dos que defendem teorias divergentes daquelas aceitas sob o prisma científico é justamente a questão da imutabilidade dessas leis. A partir delas, sempre consideraram impossível a viagem em velocidade superior a da luz e da mesma forma a impossibilidade de contatos alienígenas.Isso porque partem do pressuposto que o conhecimento científico e seus equipamentos atestam a não existência de outras formas de vida em nosso sistema solar e que eventuais outros existentes fora dele, demorariam uma eternidade para viajarem até nós. Pois bem, falamos agora sobre leis que se modificam ao longo do universo conhecido. A partir disso O IMPOSSÍVEL, mais do que nunca; É APENAS AQUILO QUE O HOMEM NÃO CONSEGUE IMAGINAR.

    Muito cuidado com declarações carregadas de radicalismo.

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  4. Olá Ravena, td certo? post interessantíssimo e de conclusões especulativas! como o próprio texto afirma, trata-se de um estudo e consultando a pág do referido estudo cfe o link indicado, os autores afirmam que os resultados obtidos "sugerem" um menor valor na constante, em particular, no desvio para o vermelho - redshift. A hipótese maior é a interacção da inusitada da energia escura, que hj, se constata comprovadamente que está "acelerando" a expansão do Universo. Por isso a relevância deste estudo pois a variação da constante assevera mais ainda a existência desta enigmática energia escura. Hj, cfe os atuais estudos, o nosso Universo é constituído de 23% de matéria escura e 73% de energia escura, o restante, os 4%, podemos nos orgulhar pois fazemos parte destes 4%! bjs e abs

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  5. Já ao ler o título do post comecei a rir porque Kryon já tinha dito isso há bastante tempo, mas segundo a "ciência" Kryon não pode existir, portanto muito menos o que ele diz. rsrs
    Como sempre digo: quem viver verá...
    Paz e luz

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