27 abril 2012

Chamada - Comunidade Mauá




Dispensa comentário, façamos nossa parte divulgando o vídeo.
Abraços
Ravena



O Edifício Mauá, na região da Luz, Centro de São Paulo, ficou abandonado por 17 anos, quando foi ocupado em 2007 e hoje abriga 237 famílias. 

O grupo já apresentou ao governo em Brasília um estudo detalhado de viabilidade de transformar o prédio em uma HIS - Habitação de Interesse Social, previsto dentro do Projeto Nova Luz. Mas o que está acontecendo, na realidade, é o contrário. 

Faltando apenas 5 dias para o quinto aniversário da ocupação, o que daria o direito de permanência dos habitantes da Mauá, foi deferida uma liminar para reintegração de posse em favor dos proprietários, que não pagam o IPTU do prédio desde 1973, acumulando uma dívida de quase R$ 2,5 milhões.

Desde o dia 20 de março, os moradores da ocupação Mauá convivem com o risco de serem expulsos a qualquer momento, e como bem frisa a liminar, está autorizada a prática do "arrombamento e uso de força policial". 

As famílias que moram na ocupação trabalham na região central e suas 180 crianças frequentam escolas e creches próximas. Ocuparam o prédio, tiraram o lixo acumulado por anos de desuso, transformaram um local abandonado em moradia, impediram sua demolição pelo projeto Nova Luz e pagaram pelo estudo de viabilidade. Estão defendendo seu direito à moradia. Agora a polícia pode transformá-las em mais uma ação de "limpeza" do Centro, conquistado quarteirão por quarteirão pela especulação imobiliária.

"Não queremos, não podemos e não devemos continuar sofrendo. Que as atrocidades praticadas pelo poder público em Pinheirinho não se tornem cenas do nosso cotidiano. Que a força e coragem dos moradores de Pinheirinho nos sirvam de exemplo.
Todos aqueles que almejam um mundo mais humano, juntem-se a nossa luta." (Carta aberta da Comunidade Mauá).

4 comentários:

  1. Olá Ravena! em Nova Iorque situação semelhante ocorreu e prédios assim foram destinados às famílias de baixa-renda e outros foram incorporados ao estoque público, sendo utilizados p/ fins sociais. Já é tempo de nossos governantes seguir bons exemplos! Este blog possui algumas infs sobre este prédio:
    http://www.edificiosabandonados.com.br/

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  2. Apresentar algum projeto é que é o engano... vc ñ tem q pedir permissão para ter um lugar para se abrigar, é um direito DIVINO seu.

    É o básico:
    - alimentar essa forma;
    - abrigar essa forma (protegê-la).

    Mas a vontade de ser "do bem", de fazer o "certo" conforme as leis do condicionamento, esta comunidade aderiu a elas= causa efeito, ação reação, essas coisas. Deu no q deu.

    Constato isso pq nasci em um lugar assim nos anos 80.
    Nos anos 90 chegaram os fiscais da prefeitura querendo regularizar. Lá ñ tem nem 100 moradias ñ chega nem a ser favela mas é caracterizada como tal, é o famoso "cortição" hehehe.

    Mas a ignorância(?) daquelas pessoas de baixa instrução, ñ conseguiram entender os tais benefícios da prefeitura, e ñ aderiram.
    Os moradores são voláteis, então novos residentes ñ viam pq assumir um compromisso, seja ele qual fosse.

    Resumindo: usucapião, 32 anos de "ocupação" os homi da lei ñ tem mais o q fazer lá.

    No meu limitado discernimento, o caso dos moradores do prédio Mauá é idem se tivessem sidos "ignorantes da lei vigente" estariam lá até hj.

    Nada tem a ver com a justiça do Brasil, como mtos ainda acreditam neste tipo de separação, mas com a justiça (se assim podemos nomear)q sempre É sagrada, principalmente qdo é auxiliar fluir a existência nesta forma (ou em qualquer outra).

    Abraço a todos
    Bjs mil adoro o seu trabalho ;)

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    1. Eu tenho muito cuidado com esse tipo de raciocínio... Onde fica o limite ou o que determina que o que é seu não pode ser tomado pelo seu "vizinho"? O problema é descobrir essa tênue linha divisória... Veja o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=Po27OwlPTGw "Imagine quando 77 mil pessoas resolverem montar uma quadrilha para ir buscar o que é nosso..." Com imóveis públicos, eu concordo.

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  3. Triste situação... vou colocar no face!

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